primata e inserido em meu tempo
antevejo mundos, que meus ainda não são
atrevo-me a criá-los, traçá-los
o que é ser artista?
rebelde não sou, em armas não pego
voz minha não se levanta
monge moderno, contemplo a matéria
em solidão, traço único
com o mundo divido mundos...
feliz nunca, alegre sempre
felicidade é uma forma nunca encontrada
alegria é uma cor sentida sempre...
Radicado em Campinas-SP, Agostinho Gomes atua há mais de dez anos como designer e artista plástico, tendo como especialidade o desenvolvimento de mobiliário e peças ornamentais exclusivas.
No segmento de artes plásticas, produz esculturas de médio e grande porte, em aço oxidado ou revestido com pintura eletrostática, elaboradas com corte a laser, produzindo também painéis esculturais em madeira nobre certificada.
Buscando a superação constante nas artes, lança agora sua coleção 2008 de telas produzidas com o que há de mais contemporâneo em tecnologia de criação e produção digitalizada: Digigrafia.
Sua estampas e seus desenhos divididos em várias séries temáticas compõem um acervo de grande diversidade atendendo às várias nuances e particularidades, tanto do universo da decoração, quanto da arte em si.
Com cores vibrantes, estilo inconfundível, criatividade, movimento e bom humor ao retrabalhar temas clássicos como a arte-sacra e a afro-religiosidade, Agostinho Gomes traz em suas obras a essência da tropicalidade da qual se constitui sua alma brasileira.
Neste novo universo da Digigrafia, as Impressões Originais Múltiplas presentes neste catálogo, sem perda de qualidade, originalidade, elegância e estilo, constituem uma contribuição ímpar para o cenário brasileiro, onde a arte deixa de ser inacessível a um público, cumprindo assim seu papel social de encantamento da coletividade.
Fev 24
A convite do renomado paisagista, Marcelo Novaes, Agostinho Gomes expõe uma de suas esculturas no terraço da suíte presidencial do WTC Hotel de São Paulo.
Onde: WTC Hotel, Av. das Nações Unidas, 12.559 (acesso pelo piso térreo do Shopping D&D)
Quando: de 27/02 à 16/03, das 12h às 20h
quanta sabedoria
quanta tolerância tem a natureza...
de uma lagarta voraz e destruidora de jardins
emerge linda e serena ela
a borboleta!
transformação possível
flor alada do meu jardim renovado
pele, pelos, chifres
quão lindos são os mamíferos
a carne deseja a carne, a pele deseja ser tocada
atraente, atraente...
convidado eu tivera sido por deus
ainda mais estampada faria a pele dos bichos
a alma dos homens...
penetrar os céus
sobrevoar horizontes
sonho de menino...
elegância e cores de penas e plumas
arte vista e dominada pelos indígenas
não há humano que asas não tenha querido ter...
papiro para os egípcios
incenso para os indianos
jardins para os babilônicos
e jeans, muito jeans
para nós
contemporâneo
dentre os belos naturais
algo mais sempre me atrai
penso sempre
por quê mais que palavras
para quem amo
flores ofereço?
adolescência é um tempo lindo
em que só se percebe seus exageros
depois de superados
fugas e movimentos
quem não os teve
lamento... os terão em preço mais alto
dentre as coisas de menino
guardo em mim os tempos que ia aos templos católicos
dos santinhos de papel às belíssimas imagens
retraço o que de fato vejo em todos os santos
alegria e serenidade secretas
de alguém que sabe o que viu e elegeu...
forças da natureza antropomórficas
mais que mito ou crença
são acima de tudo, símbolos de um self integrado
assim vejo os orixás, assim os sinto em minhas emoções
dança, sensualidade e inteireza
assim traço os deuses do céu africano
para mim, nada mais lindo e forte
que o rosto humano
quantas veredas, encontros, descaminhos
persistem, se escondem
na ruga, no traço, nas faces
universo profundo, labirinto, fantasia
turbilhão de imagens
olhos, olhos, olhos
dentre as coisas de menino
guardo em mim os tempos que ia aos templos católicos
dos santinhos de papel às belíssimas imagens
retraço o que de fato vejo em todos os santos
alegria e serenidade secretas
de alguém que sabe o que viu e elegeu...
forças da natureza antropomórficas
mais que mito ou crença
são acima de tudo, símbolos de um self integrado
assim vejo os orixás, assim os sinto em minhas emoções
dança, sensualidade e inteireza
assim traço os deuses do céu africano
para mim, nada mais lindo e forte
que o rosto humano
quantas veredas, encontros, descaminhos
persistem, se escondem
na ruga, no traço, nas faces
universo profundo, labirinto, fantasia
turbilhão de imagens
olhos, olhos, olhos
e se num olhar
de melancolia ou luz
me perco por vezes
bem sei, aí está jesus
me consome em sua dor
dor com sabor
me nutre seu amor
dentre os filhos de deus
exu, pediu ao pai
a liberdade extrema e livrou-se ele
da divina providência
exu come o que lhe dão
ou o que ele acha
ou o que tira ou toma!
percorre os mundos
gira mundo
interliga mundos
assim é exu
corre exu, corre de exu, corre com exu
não há o que não caiba
em minha alma de artista
diversidade de traço, formas e cores
são para mim alicerces estéticos
a diversidade das raças, são acima de tudo
mais que cidadania ou tolerâncias políticas
questão de inteligência estética...
criar uma tela
que evocasse magia, beleza, abundância
não foi outra minha busca
nos traços para a capa do livro
artzzi gourmet
uma honra o convite
um prazer a execução
participar no bem-na-moda
foi um desafio maravilhoso
a transposição da arte sobre tecido
a confecção em trajes
algo único, técnica agora dominada
ogum e oxum saldando o evento
bem brasil, bem na moda!
iniciar-me no mercado de brindes institucionais
foi magnífico fazê-lo
para o laboratório de patologia pc&c
criar imagens e mundos alternativos
a partir das lâminas de células humanas
arte encontrando a vida
a vida transmutando em arte!
studio agostinho gomes
rua frei antônio de pádua, 1336
jardim guanabara - 13073-330
campinas - são paulo
tel: (19) 3241-4561
agostinho@agostinhogomes.com.br